Um conjunto de cidadãos preocupados com o desenvolvimento sustentado do Concelho de Arganil organiza este Fórum com o objectivo de ser informado pelas Estradas de Portugal sobre o processo que envolve o novo traçado da Variante N342 [troço Arganil-Côja].
Este Fórum pretende dar a oportunidade a todos os interessados de questionar as alternativas propostas pelas entidades envolvidas.


Soluções Propostas

13.1.10

Carta Movimento de Cidadania

Arganil, 11 de Janeiro de 2010


Exmº Ministra do Ambiente

ASSUNTO: VARIANTE 342

No passado dia 8 de Janeiro pelas 21 horas, na Casa do Povo de Arganil, realizou-se o FÓRUM VARIANTE N342 com o tema:
Estudo da Variante N342, troço Góis, Arganil, Côja.
Os Arganilenses compareceram em grande número. Mais de 300 pessoas estiveram presente.
A elevada adesão deveu-se ao total desconhecimento, por parte dos munícipes, do estudo prévio relativo aos traçados propostos pelas Estradas de Portugal SA. Sabia-se unicamente que apresentava um cenário muito negativo ao longo do Conselho, na malha urbana da vila de Arganil o proposto era devastador.
O Fórum Cívico gerou opiniões construtivas e, acima de tudo, foi esclarecedor nos impactes negativos e irreversíveis que esta Variante pode trazer para o Concelho e para a vila de Arganil.
Estiveram presentes: Câmara Municipal de Arganil, os seus vereadores e oposição.
Todos se mostraram receptivos ás opiniões revelando grande vontade de colaborar com os Arganilenses próximo das identidades promotoras e decisoras.
A opinião é unânime: - Deve-se fazer mais! Exige-se mais ao dono de obra. Os estudos realizados apresentam efeitos devastadores:
1. Paisagem; marcando de modo drástico uma imagem rural própria da nossa região BEIRÃ. Uma identidade que defendemos vivamente e valorizamos na pretensão de a qualificar com potencial Turístico.
2. Plano Urbanístico; todas as propostas apresentadas pelas Estradas de Portugal SA. “lapidam” o tecido urbano/urbanizável da Vila de Arganil.
A ampliação urbana tem-se verificado para Oeste, zona denominada como Sobreiral. Na última década foram ai construídos uma série de equipamentos (posto da G.N.R., Escola EB 2,3) sendo uma área tipologicamente marcada por moradias que coabitam entre campos de olival. Os Arganilenses escolheram este lugar para viver graças à sua excelência; óptima exposição solar, relevo pouco acidentado, quietude, paisagem rural e proximidade do centro da vila de Arganil.
O estudo prevê que a Variante atravesse esta nova zona urbana marcando-a irremediavelmente, retirando-lhe toda a qualidade de vida pretendida.
3. Qualidade do Ar / Ruído; prevê-se a travessia de zonas residenciais, Sobreiral, Alagoa, S. Pedro e Portelinha. Considerando a Estrada Variante estruturante, rápida, de grande tráfego de mercadorias, percepciona-se o tremendo ruído que aquela virá a produzir na passagem contínua de veículos.
4. Qualidade dos Solos Produtivos; a construção de viadutos de grande dimensão em solos de alto rendimento agrícola. Põem-se em causa a qualidade e a produção dos produtos agrícolas e a endogénica defendida como motor para o desenvolvimento do concelho e da região.
5. O Trânsito Rodoviário; um dos objectivo é aproximar concelhos e potenciar o maior número de trocas comercias; a retirada do trânsito de pesados dos centros urbanos é prioritária. Nenhuma das alternativas corresponde a esta exigência. Neste estudo mantêm-se os veículos pesados a circular na principal via de acesso à Vila de Arganil, de escala rural e sem capacidade para absorver este tipo de tráfego.

O estudo de impacte ambiental no resumo não técnico descreve a Alternativa 1 como aquela que trará menos efeitos negativos.
As conclusões que os Arganilenses retiraram deste Fórum Variante N342 são:
- nenhuma das alternativas propostas serve a Vila de Arganil, consequentemente o Concelho.
- considerou-se que a Alternativa 1 referida em epígrafe será a menos penalizante se sujeita a alterações ao longo do seu traçado.

A Variante 342 é muito desejada por todos os Arganilenses e concelhos vizinhos. Há 15 anos que se criam expectativas sobre a sua construção. Agora, que esta pode ser uma realidade fazendo parte do plano de investimentos do governo na zona do Pinhal Interior, vemos o sonho transforma-se em pesadelo.
Convidamos V.Exas a visitarem o blog, FÓRUMVARIANTE342.BLOGSPOT.COM criado com objectivo de informar a população e recolher opiniões sobre o estudo apresentado. Em 8 dias o blog recebeu mais de 1000 visitas; muito considerável no o meio rural em que nos inserimos.
Em anexo enviamos imagens que demonstram o impacte futuro das alternativas propostas pela empresa Estradas de Portugal SA.
Construtivamente anexamos a nossa contraproposta (zona industrial) que gostaríamos de defender e ver analisada por V. Exas.
Desejamos que V. Exas. sejam sensíveis ás nossas preocupações e que, antes de tomarem uma decisão definitiva, nos ouçam de forma a termos uma via que, para além de estruturante, dignifique todos os Arganilenses.
Remetemos este documento para: E.P., Ministério do Ambiente, Ministério das Obras Públicas Transporte e Comunicação, Governador Civil de Coimbra.


Atenciosamente
Movimento de Cidadania Arganilense

2 comentários:

  1. Bom dia, em primeiro gostaria de felicitar o movimento de cidadãos, por tão relevante assunto e com o empenho que tem feito para ver solcionadas todas as componentes negativas que estas alternativas nos podem causar.
    Estive presente no respectivo forum, aliás seria um dos mais lesados, se por ventura houvesse alguma burrice por parte do governo,e entidades competentes integradas neste assunto no que respeita a eventuais decisões sobre a escolha da solução alternativa 2 (nunca).
    Creio que o Sr. Presidente da Câmara após verificar que de facto não tem qualquer razão de ser a sua mera escolha de solução que idealizou, já viu que errou e se isso fôr a verdade, louvo-lhe a acção, porque errar é humano.
    Nota-se nitidamente, que a solução 1 é a que menos impactos negativos em todos os aspectos nos pode trazer, além de que devem ser bem estudas em projecto os respectivos nós de ligação.
    Posso-me considerar como membro de cidadãos que se encontram a dar conhecimento deste tão sério e especial assunto.
    Porque lá está o ditado, só não vê o que se está a passar com esta situação quem não quer mesmo ver, ou quem não tem interesse em que os arganilenses de um modo geral sejam naturais ou não, se sintam bem nos locais onde escolheram para viver....
    Estou convosco a cem por cento, só lamento é realmente que muitas vezes ze tomem decisões desta natureza como se costuma dixer "em cima do joelhos", havendo tantas possibilidades de alternativas, sem qualquer penalização.
    Acrescento ainda, mas com pelo menos que seja a alternativa/solução 1 a escolha, poruqe tudo aponta para isso o Estudo de Impacto Ambiental, em todos os aspectos. bem hajam.

    João Bandeira.

    ResponderEliminar
  2. Boa tarde, defensores tanto como eu da solução 1 adpatada como é obvio, acabei de reber um comunicado da Secretaria de Estado do Ambiente dando-me resposta a algumas questões que expus sobre este assunto, confirmando aescolha da solução 1 nos quatro troços da En 342, por isso podemos dormir ficar em descanso no que respeita pelo menos à destruição de um aglomerado urbano esplêndiso que é o sobreiral, as zonas da alagoa, espectaculares para viver e para a agricultura, não esuqecendo os sobreiros e carvalhos que vão viver mais uns anos.......Vale a pena sempre lutar pelos nossos objectivos seja ele de que forma seja.

    João Bandeira

    ResponderEliminar